{"id":7805,"date":"2019-06-22T07:19:26","date_gmt":"2019-06-22T10:19:26","guid":{"rendered":"http:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/?p=7805"},"modified":"2019-06-22T07:19:35","modified_gmt":"2019-06-22T10:19:35","slug":"conheca-mestre-zinho-homenageado-no-sao-joao-de-maceio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/conheca-mestre-zinho-homenageado-no-sao-joao-de-maceio\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a Mestre Zinho, homenageado no S\u00e3o Jo\u00e3o de Macei\u00f3"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\" src=\"http:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Mestre-Zinho2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7806\" srcset=\"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Mestre-Zinho2.jpg 800w, https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Mestre-Zinho2-300x200.jpg 300w, https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Mestre-Zinho2-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption> <br>Mestre Zinho, um dos grandes nomes da m\u00fasica nordestina, \u00e9 homenageado no S\u00e3o Jo\u00e3o 2019. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O S\u00e3o Jo\u00e3o de Macei\u00f3 j\u00e1 come\u00e7ou, com for\u00e7a total, e estar\u00e1 presente nas ruas da cidade at\u00e9 o fim deste m\u00eas de junho, em uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es realizadas e apoiadas pela Prefeitura, por meio da Funda\u00e7\u00e3o Municipal de A\u00e7\u00e3o Cultural (Fmac). Neste ano, na hora de escolher a tem\u00e1tica dos festejos, decidiu-se por homenagear dois gigantes do forr\u00f3 tipicamente alagoano: Z\u00e9 Moc\u00f3 e Mestre Zinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Era 1987 quando Erivan Alves de Almeida, o Mestre Zinho, estava \u00e0 beira da morte, imobilizado em uma cama de hospital. V\u00edtima de um acidente de carro, ele realmente teve muita sorte em escapar com vida. Ter resistido, ainda, no hospital, era improv\u00e1vel. Mas, mesmo assim, ele conseguiu. Em um daqueles dias, deitado \u00e0 cama, a porta do seu quarto se abriu, e, ao abrir, ela revelou a figura imponente de um homem: era Luiz Gonzaga, o Rei do Bai\u00e3o em pessoa, que o visitava.<\/p>\n\n\n\n<p>A visita n\u00e3o era surpresa, dado o tamanho de Zinho \u00e0quela \u00e9poca: em oito anos como cantor do grupo Os Tr\u00eas do Nordeste e com sete discos lan\u00e7ados, ele n\u00e3o s\u00f3 substituiu \u00e0 altura Z\u00e9 Cacau, que deixou a banda em 1979, como tamb\u00e9m levou o conjunto \u00e0 melhor fase de sua longa exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi Luiz Gonzaga quem deu a Zinho o t\u00edtulo de Mestre, com o qual seguiu com ele at\u00e9 o fim de sua carreira. O Rei do Bai\u00e3o, no quarto com Zinho, lhe disse: \u201cdepois de mim e de Lindu (vocalista do Trio Nordestino), voc\u00ea \u00e9 o melhor cantor de forr\u00f3 vivo\u201d. Pediu-lhe, ainda, que levasse em frente a bandeira do bai\u00e3o. Depois dali, Mestre Zinho, j\u00e1 recuperado, deixou o seu grupo, assinou com a Polygram e gravou seu primeiro disco solo, \u201cMurro em ponta de faca\u201d, de 1988. Com participa\u00e7\u00e3o, inclusive, de Luiz Gonzaga na faixa \u201cForr\u00f3 Fum\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A vida tentou, muitas vezes, colocar um ponto final em sua carreira. Al\u00e9m do acidente de carro na d\u00e9cada de 80, Mestre Zinho teve um infarto e um derrame, no ano de 2008, que lhe custaram parte do movimento das m\u00e3os, mas nem isso lhe impediu de fazer m\u00fasica. S\u00f3 parou mesmo em 2010, aos 67 anos, quando met\u00e1stases decorrentes de um c\u00e2ncer na pr\u00f3stata, contra o qual lutava j\u00e1 h\u00e1 quatro anos, for\u00e7aram-no a tal.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se pensa nesta figura, imediatamente se pensa nesta anedota com Luiz Gonzaga, ou em suas parcerias com Dominguinhos, que tamb\u00e9m gravou suas sanfonas no disco de estreia do Mestre, com Elba Ramalho, que gravou \u201cAgora \u00e9 sua vez\u201d, uma composi\u00e7\u00e3o sua, com Ney Matogrosso, que fez uma vers\u00e3o marcante para a faixa \u201cPra virar lobisomem\u201d, tamb\u00e9m de Mestre Zinho, e com muitos outros artistas. Pensa-se muito em Mestre Zinho, o personagem, e muito pouco Erivan Alves de Almeida, o homem.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem que nasceu em Rio Largo e cresceu em um universo dif\u00edcil e de poucas oportunidades. O homem que descobriu a m\u00fasica no seio da cultura popular, brincando de Chegan\u00e7a, tradicional folguedo alagoano, em sua cidade natal. Antes de ser mestre, o Zinho trabalhou numa f\u00e1brica de tecidos como tecel\u00e3o, cantou em todas as casas da noite maceioense que lhe abriram as portas e participou de festivais na R\u00e1dio Gazeta e na R\u00e1dio Difusora. At\u00e9 puxador de samba enredo ele foi, pela escola Unidos do Po\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mestre Zinho batalhou muito e sofreu em muitas de suas batalhas. Tocou em in\u00fameras portas de loja, de cinema e em cima de caminh\u00f5es na capital alagoana antes da oportunidade lhe surgir \u00e0 porta e ele se tornar o rosto d\u2019Os Tr\u00eas do Nordeste. Bem antes da Polygram, Mestre Zinho n\u00e3o era mestre: era s\u00f3 neto de um. Erivan apaixonou-se pelo forr\u00f3 vendo tocar seu av\u00f4, o Mestre Bruno, sanfoneiro que dominava a sanfona de 8 baixos, um instrumento quase que em extin\u00e7\u00e3o, mesmo no cora\u00e7\u00e3o do Nordeste, onde melhor se desenvolveu. Ele era um menino simples, crescido num lugar simples, e que jamais o deixou de ser.<\/p>\n\n\n\n<p>Gonzag\u00e3o n\u00e3o estava errado quando disse que ele era, al\u00e9m de o melhor cantor de forr\u00f3 vivo, seu sucessor. Mas esqueceu, ou talvez s\u00f3 n\u00e3o tenha percebido \u00e0 \u00e9poca, que Mestre Zinho era, ainda, muito mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mateus Magalh\u00e3es\/ Ascom Fmac<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O S\u00e3o Jo\u00e3o de Macei\u00f3 j\u00e1 come\u00e7ou, com for\u00e7a total, e estar\u00e1 presente nas ruas da cidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7806,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60],"tags":[],"class_list":["post-7805","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-capa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7805"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7805\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7807,"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7805\/revisions\/7807"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7806"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/4cantosalagoas.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}