Gabriel Medina e John John Florence disputarão o título mundial a cada bateria nesta segunda-feira
por waves - publicado em 18/12/2017 às 07:12

WSL / Poullenot

Um dia de grandes emoções marcou este domingo no Billabong Pipe Masters em Oahu, Havaí, em ondas com até 2 metros de face nas melhores e mais raras séries do dia, que começaram lisas e com terral, apesar de as boas demorarem, porém terminaram com vento maral e formação prejudicada. Agora, Gabriel Medina e John John são os únicos concorrentes diretos ao título mundial de 2017 e disputarão a taça a cada bateria, sendo que o havaiano tem a vantagem dos pontos acumulados ao decorrer da temporada e está na primeira colocação do ranking.

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Se John John for primeiro ou segundo colocado no campeonato, garante o título mundial independente de qualquer coisa. Se John John for terceiro ou quinto, Medina precisa vencer a etapa para conquistar o título. Se John John for nono colocado, Medina precisa pelo menos do segundo lugar e, de acordo com as previsões, há grandes chances de o campeonato ir para a água e ser encerrado ainda nesta segunda-feira a partir das 15:30 (horário de Brasília).

Gabriel Medina – O brasileiro segue vivo na briga pelo título mundial de 2017, depois de derrotar o australiano Josh Kerr em seu confronto do terceiro round, por 10.00 a 9.83 pontos. Apesar do placar apertadíssimo, Medina teve uma atuação impressionante e agiu de maneira feroz nos minutos finais da bateria, até então sendo vencida por Kerr.

Medina simplesmente pegou tudo que apareceu pela frente, encontrou um bom tubo para Pipeline, arriscou os mais difíceis tipos de aéreo e espancou todas as paredes que encontrou pela frente, para não deixar a menor dúvida sobre a sua vitória, em uma atuação frenética, que além do talento comprovou a impressionante forma física do brasileiro.

Ao contrário da bateria anterior, os ventos mudaram bem na hora do duelo do brasileiro e prejudicaram fortemente a formação das ondas, fato que também obrigou os juízes a reconsiderarem os critérios de julgamento que vinham sendo aplicados até então e valorizavam apenas os bons tubos.

“As ondas ficaram realmente ruins na minha bateria, mas estou muito feliz por ter avançado! Amanhã provavelmente teremos as finais do campeonato. Espero que tenhamos boas ondas e continuarei fazendo o meu trabalho. Estou me sentindo muito bem e confio muito em Deus para o último dia do evento, ele está do meu lado”, disse Gabriel Medina após a bateria.

John John Florence – Em uma bateria pra lá de apertada, o havaiano John John Florence também garantiu sua passagem ao quarto round do Billabong Pipe Masters, ao derrotar o australiano Ethan Ewing na sexta bateria do terceiro round, por 10.87 a 10.80 pontos.

O havaiano não teve vida fácil para vencer o confronto. Apesar de ter mantido a liderança durante grande parte do confronto e encontrado um belo tubo para o Backdoor, que valeu 6.17 pontos, assistiu à reação intensa do seu adversário nos minutos finais. Ambos saíram da água aguardando as notas finais e o anúncio do apertado resultado, que deu a vitória a John John por apenas 0.07 pontos de diferença, e ainda tirou definitivamente o australiano Julian Wilson da briga pelo título mundial.

“Não gosto de baterias com resultados tão apertados como essas. Tem ondas boas, mas elas não estão fáceis de serem encontradas. Estou muito feliz por ter avançado. Durante os dias que não tivemos campeonato, eu aproveitei para surfar outras ondas, como Waimea, e não ficar tanto na pressão do campeonato”, desabafou John John Florence.

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